O deputado estadual Goura (12108), candidato à reeleição, participou, neste domingo (6), em frente à Catedral Basílica de Curitiba, de manifestação em memória das vítimas da violência no trânsito e em defesa de justiça para as famílias.
Goura prestou solidariedade aos familiares, cobrou o fim da impunidade para crimes de trânsito e defendeu a aplicação efetiva da Lei Morte Zero no Trânsito, a Lei 21.402 de 11 de abril de 2023 de sua autoria.
A manifestação reuniu familiares de vítimas, representantes da segurança pública e outras pessoas que lutam pela redução da violência no trânsito. Entre as vítimas lembradas estão Gabrieli Cardoso dos Santos, Anthony Pietro Marçal Rosa, Kristofer Enzo Neves Oliveira e Renan.
“Chega de impunidade no trânsito”
Goura lembrou que sua atuação na pauta também é marcada por uma experiência familiar. A mãe do deputado foi atropelada em 2001, no centro de Curitiba, e ficou com deficiência em decorrência do atropelamento.
“Difícil de falar, assim, porque a minha mãe foi atropelada em 2001 aqui no centro de Curitiba. Ela ficou uma pessoa com deficiência depois desse atropelamento. Ela perdeu a perna, teve uma amputação a partir disso~, recordou.
O deputado destacou ainda a atuação do delegado Edgar Santana na defesa de um trânsito mais seguro e humano e registrou a presença do deputado federal Delegado Matheus Laiola na manifestação.

“A gente se conhece e o Dr. Edgar é uma pessoa que sempre esteve junto dentro da delegacia de polícia, da Polícia Civil, fortalecendo a luta pelo que a gente fala de um trânsito mais gentil, um trânsito mais humano~, afirmou Goura.
Para Goura, mudanças no Código de Trânsito Brasileiro e no Código Penal dependem também da atuação do Congresso Nacional. “Tem coisa que a gente pode fazer como vereador, enquanto deputado estadual, mas a mudança do Código de Trânsito, do Código Penal, é um deputado federal que pode mudar lá em Brasília e levar essa pauta para frente.”
Goura defendeu o fim da impunidade e ressaltou que as mortes provocadas pela violência no trânsito não devem ser tratadas simplesmente como acidentes. Ele explicou que não é acidente e sim sinistro porque não foi por acaso; foi um evento evitável causado por falhas humanas.
“Chega de impunidade no trânsito, porque são crimes de morte, são crimes de violência no trânsito. Não é um acidente, como essa senhora falou, como as placas estão dizendo. Não é um acidente. É impunidade e é uma irresponsabilidade que o poder público tem que dar conta.”
Lei Morte Zero no Trânsito
Além do endurecimento das punições, Goura destacou a importância das medidas de prevenção. A Lei Morte Zero no Trânsito (Lei 21.402/2023) estabelece diretrizes para a redução das mortes e a construção de um trânsito que priorize a vida.
“Tem muita coisa que a gente pode fazer. Foi falado muito aqui sobre leis mais duras, e a gente precisa, sim, exigir isso, mas a gente também tem que trabalhar na prevenção. Por isso, que a importância da Lei Morte Zero no Trânsito. Que nós fizemos juntos”
Leia a íntegra da Lei Morte Zero no Trânsito abaixo:
Segundo Goura, entre as medidas previstas estão a redução das velocidades e mudanças no desenho urbano para priorizar pedestres, pessoas com deficiência e ciclistas.
“A Lei Morte Zero no Trânsito prevê a redução das velocidades, um desenho urbano que priorize os pedestres, a acessibilidade, os ciclistas. Temos que exigir, sim, das prefeituras, do governo do Estado, um trânsito mais calmo, um trânsito que priorize a vida e não a pressa.”
Goura também defendeu uma mudança de comportamento de motoristas de veículos particulares e do transporte coletivo, com prioridade à proteção dos usuários mais vulneráveis.
“Que as pessoas que estão dentro de um carro, que estão dirigindo um carro ou um ônibus, elas tenham noção de que no trânsito o maior tem que cuidar do menor. Tem que cuidar.”
Ao final, Goura reafirmou a solidariedade às famílias e o compromisso com a pauta na Assembleia Legislativa e destacou a necessidade de ampliar essa atuação no Congresso Nacional.
“Então, basta de violência no trânsito, basta de mortes no trânsito. A gente tá aqui por solidariedade e reafirmando esse compromisso. Nós precisamos ter, sim, pessoas que tenham essa luta na Assembleia Legislativa e no Congresso Federal.”
A manifestação também contou com a participação do padre Antonio Tokarski Zapszalka, vigário paroquial da Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, da Arquidiocese de Curitiba, que fez uma oração em memória das vítimas e abençoou os presentes na manifestação.


